Agosto 20, 2008

Escassez de tempo

 Agora as aulas começaram pra valer. O que significa que a minha dedicação ao blog tende a diminuir a medida que os trabalhos e provas se afunilem. Hoje, por exemplo, começa a rotina de gravações do programa Post-Factum, veiculado no CNU ( Canal universitário). Até o final do ano serão mais cinco programas de temas diversos.

Na gravação de hoje, eu entrevisto o ex-médico da seleção brasileira e atual diretor médico do Sport Clube Corinthians Paulista, Dr. Joaquim Grava. O programa será sobre os avanços da medicina esportiva num tempo onde o preparo físico é primordial para qualquer atleta.

Assim que o programa for editado e entrar na programação do canal, eu posto aqui para quem puder, e quiser, assistir. Geralmente o programa fica bem feitinho.

Agosto 20, 2008

Não aguenta bebe água

Por outro lado…

Isso sim é espírito Olímpico, sem salto alto e sem salário astronômico, mas com muito amor e dedicação. Que venha o ouro para quem realmente merece.

Agosto 18, 2008

Adam Sandler e suas reflexões sociais

Mais do que um filme de comédia com piadas escrachadas de cunho sexual, Adam Sandler, um dos queridinhos de Hollywood, consegue trazer a tona em seus filmes diversas reflexões sociais sobre o mundo que vivemos. Para muitos, pode parecer uma comédia como todas as outras, mas para quem assiste a um filme dele com um olhar crítico percebe a leveza com que ele critica os problemas sociais. Em Zohan - O Agente Bom de Corte, é possivel enumerar pelo menos 5 reflexões.

Resumindo a trama, Zohan é um agente da elite do exército israelense e especialista em prender terroristas dos mais perigosos. Cansado desta vida, Zohan finge a própria morte para migrar aos EUA, e realizar um sonho: ser cabelereiro de Paul Mitchell em Nova York. Só neste parágrafo já é possível refletir sobre dois fatores decorrentes da modernidade: a infinita Guerra Santa entre israelenses e palestinos e o sonho de muitos de ir para a América ganhar a vida.

No decorrer da história Zohan consegue um emprego em um salão comandado por uma palestina, por quem se apaixona. Meio a isto, um magnata pretende construir um shopping com uma montanha russa no local em que fica o salão e outros estabelecimentos comerciais de imigrantes do Oriente Médio. Aí mais alguns pontos a se refletir. Como por exemplo: Para o amor não existe religião, raça, crença e cor, a ânsia dos americanos de querer construir o mundo nem que para isso precisem pisar em outros povos e a forma com que os imigrantes são tratados na terra do Tio Sam, principalmente os de origem árabe, desde o 11 de Setembro.

Sem dúvidas é um filme que vale a pena ser assistido. Adam Sandler, antes de comediante é um crítico do mundo moderno e faz as pessoas refletirem sobre tudo isso de uma forma bem humorada. Poucos tem o dom de fazer uma comédia para as pessoas rirem e pensarem sobre o mundo em que vivem. Sandler, tem.

Agosto 14, 2008

País do bronze?

Eu sei que muita coisa importante extra-olimpíada está acontecendo no país, como depoimento do Daniel Dantas à CPI, disputas eleitorais e etc. Mas, Olimpíada é só de quatro em quatro anos e não tem jeito, o esporte consome nossas mentes e passamos a acompanhar modalidades que nunca imaginamos, exceto o Badminton, porque aí é apelação.

Toda vez que penso no que postar, vem a Olimpíada na minha cabeça, é involuntário. E uma coisa que vem me cansando são os brasileiros que desmerecem os atletas que estão lá e reclamam da falta de medalhas de ouro. O sempre brilhante José Simão, até escreveu hoje, na sua coluna na Folha de SP, que o Brasil é ouro em bronzeado, é a equipe Sundown. O que por enquanto não deixa de ser verdade.

Mas, todo mundo que eu conheço, que começa a falar da Olimpíada, reclama que o Brasil está em 38º lugar, atrás do Azerbaijão, do Vietnã e do Quirquistão. Mas como tudo tem um lado bom, estamos na frente da Argentina, fato que por si só, nos conforta bastante. Vale ressaltar também que os esportes que são a nossa especialidade ainda estão por vir e uma mera medalha de ouro coloca o Brasil lá na frente, afinal o que define a classificação é o número de medalhas de ouro.

O vôlei masculino e feminino, o solo de Diego Hypólito e Daiane dos Santos, Jade Barbosa no salto sobre cavalo, o futebol masculino e feminino, Mauren Maggi no salto em distância, Robert Scheidt na vela e a revelação da natação César Cielo são as maiores chances de medalha para o Brasil nestes jogos, fora as zebras que sempre aparecem.

Vamos esperar. Caso o meu otimismo não se reflita em realidade, aí sim, vamos colocar a boca no trombone, que nesse esporte nós brasileiros somos medalha de ouro.

Agosto 12, 2008

Abertura falsificada

Na noite de ontem, o diretor musical da incrível festa de abertura da Olimpíada de Pequim admitiu em uma rádio local, que a linda menina com a voz encantadora, que arrepiou os mais de 90 mil presentes no Ninho do Pássaro cantando o hino nacional chinês, era um plágio. Isso mesmo, ela dublou uma outra garotinha, dois anos mais nova que só não fez parte da festa por ser, segundo o diretor, mais feia.

Uma situação como esta só comprova a ânsia dos chineses em mostrar o que eles não são, maquiar uma realidade que não existe, dar exemplos que eles não seguem e jogar a sujeira para debaixo do tapete, porque depois que acabar a festa, os 26 milhões de habitantes que passam fome ainda estarão lá, sem ninguém para dublá-los ou fazer de conta que são lindos, ricos e saudáveis.

Eu sabia que chinês falsificava MP3,4,5,6,7,8,9 ( se bobiar já tem até o 10) para vender no extinto Stand Center. Agora, falsificar cantora mirim é a primeira vez. Que o Raul Gil não siga o exemplo.

Agosto 11, 2008

O poder do esporte

Com menos de uma semana de duração, a Olimpíada de Pequim 2008, já mostra algumas cenas que divergem da realidade política de muitos países. Os atletas se dedicam para superar limites e os conflitos políticos se tornam meros coadjuvantes, que não pesam nada no script. A Olimpiada é a chance de as pessoas se desfocarem das preocupações, e os países, esquecerem problemas políticos, econômicos e sociais.

O esporte, antes de mais nada, é uma das armas mais saudáveis para se unir povos das mais diferentes regiões, religiões, culturas e etnias. Ontem, tivemos dois exemplos claros do simbolismo pacificador do esporte. China e EUA rivais na economia, na política e no quadro de medalhas, travaram um fantástico jogo de basquete em que o gigante chinês Yao Ming não segurou os astros da NBA, Lebron James e Kobe Bryant. Resultado final 101×70 para os EUA, com direito a aplausos de pé dos chineses.

O outro exemplo veio do tiro, nada mais cínico. A russa Natália Parerina e a georgina Nino Salukvadeze que foram respectivamente ouro e prata na prova, esqueceram a atual crise de Rússia e Georgia pelo conflito na Ossétia do Sul e se abraçaram durante a entrega das medalhas, pedindo nada menos do que paz.

Bem que os governantes russos e georginos poderiam assistir a estas imagens e pelo menos dar uma trégua. Uma trégua olímpica. Que faria bem para o esporte e para a humanidade.

Agosto 7, 2008

O livro ou o filme?

Hoje, fui até uma livraria aqui na Avenida Paulista e decidi comprar o livro Laranja Mecânica do autor Anthony Burgess, uma obra muito falada e que sempre tive a curiosidade de ler. Quando estava indo ao caixa vi na prateleira dos DVDs uma coleção dos melhores filmes da Warner, logo abaixo, o filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Decidi então comprar os dois e matar dois coelhos numa cajadada só. Mas, quando voltava da livraria veio na minha mente uma das discussões mais chata da humanidade.

Poucas coisas conseguem me irritar tanto quanto os pseudo-intectuais. O comentário que já encheu a minha paciência é o famoso: “O livro é bem melhor que o filme”. Nada mais do que uma tentativa de desmerecer aquele que assistiu o filme no cinema e uma forma da pessoa se vangloriar por ter “lido” um livro em que muitas vezes só passou o olho pela contracapa e a orelha.

Conheço gente assim, e gostaria de esclarecer que o filme adaptado de um livro não precisa manter todos os detalhes da obra bibliográfica. O enredo para cinema é muito mais complexo, pois você precisa imaginar as cenas e deixá-las intelegíveis aos olhos, descrever cada segundo. Uma coisa é você escrever para as pessoas imaginarem e outra é escrever para as pessoas assistirem. São formas de escrita totalmente paralelas e duas pessoas, autor do livro e roteirista de cinema, com pontos de vista divergentes.

Syd Field, um dos maiores “spript doctors” de Hollywood explica este processo no livro Manual do Roteiro. “Um livro é um livro, uma peça é uma peça, um artigo é um artigo e um roteiro é um roteiro. Uma adaptação é sempre um roteiro original. São formas diferentes. Simplesmente como maçãs e laranjas”

Resumindo, o importante em um filme adaptado de um livro é que permaneça a espinha dorsal, ou seja, que passe o espírito do autor e não deixar de lado a trama central, só isso. O resto fica por conta da imaginação dos roteiristas.

Portanto, antes de achar um filme incompleto e inferioriza-lo pense, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Agosto 6, 2008

Onde a liberdade não tem vez…

Cobrir um grande evento internacional deve ser o sonho de qualquer jornalista, eu, quando for um, também tenho este desejo. Mas uma Olimpíada como esta, que está ainda por vir, será dificil de se repetir. Não pelos esportes, nem pela delegação recorde do Brasil e muito menos pela rivalidade saudável e bem-vinda do esporte. Mas sim, pela questão política, que nas mais diversas vertentes ganhou os holofotes e pode até ofuscar a disputa esportiva.

Pelo que tenho lido em jornais, revistas e blogs, estar na China é antes de mais nada um perigo. Lá, tudo é motivo para você ser advertido e as regras são severas. Mas uma verdade tem que ser dita, todo mundo sabia desta resistência do comunismo chinês, não é novidade para ninguém. Vai lá saber quais os interesses que permeiam a escolha da China como sede. 

Mao Tse Tung já bateu as botas há mais de 20 anos, mas o povo chinês permanece alienado, influenciado pelas idéias do líder. É um povo arisco e recluso. Daqui em diante, cada vez mais vamos ver manchetes com confusões envolvendo organizadores, atentados à liberdade de imprensa, agressão a repórteres e etc.

O que nos resta é torcer para a poeira baixar, literalmente, e que o esporte não seja prejudicado por tudo isso. O mundo inteiro estará ligado para ver incansáveis disputas por medalhas, colocando a prova os limites humano por um só ideal, representar a pátria amada. Isso sim que é Olimpíada.

Agosto 5, 2008

Obituário relâmpago

Já é de praxe, para quem observa os sites noticiosos horizontais, a ânsia em se fazer estardalhaços com a vida dos famosos. Uma prática muito constante e que cada vez mais chama a minha atenção é o preparo de um obituário. As redações estão cada vez mais empenhadas nisso, passando às vezes do limite.

Ontem, o exímio ator americano, Morgan Freeman, ganhador do Oscar em 2005 pelo filme ” Menina de Ouro” , capotou com o carro e foi internado em estado grave. Por já ser um septuagenário, não deu nem dez minutos e a Folha Online já o dava como morto. Não explicitamente, mas nas entrelinhas estava bem claro, citando até a filmografia do ator com um ar de saudade. Como na frase “Ele iria viver Nelson Mandela no filme ‘The Human Factor’ com estréia prevista para 2009″

Para satisfazer a curiosidade de quem não sabe, algumas pessoas são encarregadas nas redações de fazer estes obituários, para quando a pessoa falecer, já possuirem o material para divulgar. É até um ato de maldade dos jornalistas, mas é assim que é. Eles avaliam a idade e os riscos que a pessoa tem, e vão montando o chamado “material de gaveta”, quando acontecer, é só publicar.

O UOL certa vez, divulgou que Mario Covas havia morrido com direito a biografia e tudo, mas ele ainda estava vivo. Irresponsabilidade total. Agora imaginem o obituário da Dercy Gonçalves. Devia estar pronto há uns 20 anos, no mínimo.

Acontece que muita coisa entra em jogo. Uma informação destorcida em um site de grande audiência pode causar danos a familia, amigos e até mesmo a própria pessoa que está em tratamento ou em idade avançada.

Hoje, a Folha voltou atrás e tirou as frases que davam com certa a morte do ator. Após a divulgação do quadro clínico de Freeman, dizendo que ele sofreu fraturas no braço, no cotovelo e alguns ferimentos no ombro, as palavras agora são de otimismo e superação com espaço até para uma citação dele dizendo que quer se recuperar rápido.

Esta é a imprensa e o seu poder devastador. Bate e depois assopra.

Agosto 4, 2008

Tá sobrando dinheiro..

Ontem, a revista de fofoca “People”, publicou em seu site a primeira foto dos gêmeos do casal Angelina Jolie e Brad Pitt. A revista dedicará 19 páginas aos pombinhos, com entrevista exclusiva. Também, não era pra menos, depois de pagarem 14 milhões de dólares pelo “furo”. A conta será dividida com outra revista do ramo, a “Hello”, que também já antecipou a capa da próxima edição.

Casos como este me faz pensar como o dinheiro é mal distribuido pelo mundo. Tudo bem que o casal conhecido pelas diversas contribuicões sociais doará o dinheiro para quem precisa ( pra eles não faz falta), mas uma revista dispor de tamanho valor para ter as fotos?

Verdade seja dita, bebê quando nasce é tudo igual. Não adianta falar que são a cara do pai porque é mentira, isso é coisa de parente que quer puxar o saco da família. Mas, como o povo americano consegue ser ainda pior que o brasileiro no quesito cuidar da vida das celebridades, as revistas deverão ter uma tiragem recorde.

Mas deixando o dinheiro pago pelas fotos um pouco de lado, já viram os nomes dos bebês? Knox Leon e Vivienne Marcheline.  Mas também depois de terem uma filha com o nome Shiloh Nouvel, os novos pupilos nem poderiam  achar que se chamariam John e Mary, não é? Azar o deles na escola.

O que me chateia com tudo isso é que hoje é segunda-feira e tenho que trabalhar. Quem sabe assim eu não consiga juntar os meus 14 milhões de dólares.